5 de março de 2007

Transmissão de pensamento - efeito#4

Bit papo com Mini Bitencourt.

Gustavo Mini diz:

li os diálogos no teu blog

essas coisas são foda...

Secco diz:

e entao

Secco diz:

são

Gustavo Mini diz:

pois então..

Gustavo Mini diz:

o que eu acho...

Secco diz:

diga

Gustavo Mini diz:

que é preciso investir no desenvolvimento do software humano e não do hardware

Secco diz:

certo

Gustavo Mini diz:

é preciso que a mente seja desenvolvida, mas não do ponto de vista de conseguir fazer isso ou aquilo porque fazer isso ou aquilo não vai resolver os problemas básicos humanos que causam sofrimento

Secco diz:

it´s all about software these days

Gustavo Mini diz:

então, por exemplo, não adianta nada o cara conseguir criar um clone de si mesmo se na segunda vida dele ele vai continuar sendo ansioso e não conseguindo satisfação de verdade, ficar sempre buscando satisfação, satisfação e nunca se satisfazendo.

Gustavo Mini diz:

o cara pode viver vidas e mais vidas e ficar pointless

Gustavo Mini diz:

ou seja, de que adianta teleportar ou ligar o olho direto no computador se os problemas básicos de tristeza e felicidade não são resolvidos na mente?

Secco diz:

te entendo

Gustavo Mini diz:

isso não quer dizer q eu não ache extremamente divertido e interessante não precisar de desktop pra acessar a rede!!!

Secco diz:

então, pensando em tecnologia sem filosofia. apesar da filosofia ser muuuito necessária hoje em dia

Secco diz:

afinal, o que buscamos?

Gustavo Mini diz:

em termos de tecnologia?

Secco diz:

como humanos

Secco diz:

agora, uma rede sem interface atrapalharia ou ajudaria esta busca?

Secco diz:

o que quero é a liberdade em relação à máquina

Gustavo Mini diz:

eu acho que tanto faz

Gustavo Mini diz:

porque a liberdade é física

Secco diz:

também acho que tanto faz

Gustavo Mini diz:

tu pode se tornar um escravo com algemas mais sutis e invisíveis, na verdade. independe da interface.

Secco diz:

sim

Secco diz:

mas a visibilidade é tamanha hoje

Gustavo Mini diz:

eu acho até q a liberdade física da máquina pode levar a mais desequilíbrio se o cara não se controla. é o caso q vcs falaram, do cara q não desliga do smartphone

Secco diz:

exato

Gustavo Mini diz:

mas sou total a favor da mobilidade. gosto de celular e laptop.

Secco diz:

mas eu cheguei àquele cenário depois de ver que a mídia está indo para o UNDER SKIN

Gustavo Mini diz:

acho q é o caminho natural

Secco diz:

pensa no cinema, jornal, tv, celular

Secco diz:

as coisas estão chegando mais perto

Secco diz:

e vão entrar na gente

Secco diz:

é inevitável

Secco diz:

talvez não seja uma visão muito bonita do futuro

Gustavo Mini diz:

pois é. cada vez vai se exigir mais atenção pra não ser levado.

Secco diz:

sim

Gustavo Mini diz:

acho que a melhor maneira de equilibrar isso é enxergar a futilidade de tudo isso em trazer felicidade mais consistente.

Secco diz:

sim

Secco diz:

mas é isso que fazemos como publicitários? acho que não

Gustavo Mini diz:

como publicitários, o que podemos fazer é injetar poucos mililitros de humanidade nos conceitos e nas campanhas.

Gustavo Mini diz:

não humanidade do ponto de vista "humanitário" ou mais "coitado dos consumidores"

Gustavo Mini diz:

humanidade assim

Gustavo Mini diz:

acho que quando eu consigo pensar num anúncio que seja no mínimo inteligente ou que leve o nível do cliente um passo pra cima em termos de criatividade... já é uma colaboração.

Gustavo Mini diz:

é pouco. mas é o que dá pra se fazer.

Gustavo Mini diz:

quando se considera as conexões humanas na rede de trabalho também.

é pouco e é difícil. mas é alguma coisinha.

Gustavo Mini diz:

eu acredito em trabalho de formiguinha. não acredito em revolução.


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