Bit papo com Mini Bitencourt.
Gustavo Mini diz:
li os diálogos no teu blog
essas coisas são foda...
Secco diz:
e entao
Secco diz:
são
Gustavo Mini diz:
pois então..
Gustavo Mini diz:
o que eu acho...
Secco diz:
diga
Gustavo Mini diz:
que é preciso investir no desenvolvimento do software humano e não do hardware
Secco diz:
certo
Gustavo Mini diz:
é preciso que a mente seja desenvolvida, mas não do ponto de vista de conseguir fazer isso ou aquilo porque fazer isso ou aquilo não vai resolver os problemas básicos humanos que causam sofrimento
Secco diz:
it´s all about software these days
Gustavo Mini diz:
então, por exemplo, não adianta nada o cara conseguir criar um clone de si mesmo se na segunda vida dele ele vai continuar sendo ansioso e não conseguindo satisfação de verdade, ficar sempre buscando satisfação, satisfação e nunca se satisfazendo.
Gustavo Mini diz:
o cara pode viver vidas e mais vidas e ficar pointless
Gustavo Mini diz:
ou seja, de que adianta teleportar ou ligar o olho direto no computador se os problemas básicos de tristeza e felicidade não são resolvidos na mente?
Secco diz:
te entendo
Gustavo Mini diz:
isso não quer dizer q eu não ache extremamente divertido e interessante não precisar de desktop pra acessar a rede!!!
Secco diz:
então, pensando em tecnologia sem filosofia. apesar da filosofia ser muuuito necessária hoje em dia
Secco diz:
afinal, o que buscamos?
Gustavo Mini diz:
em termos de tecnologia?
Secco diz:
como humanos
Secco diz:
agora, uma rede sem interface atrapalharia ou ajudaria esta busca?
Secco diz:
o que quero é a liberdade em relação à máquina
Gustavo Mini diz:
eu acho que tanto faz
Gustavo Mini diz:
porque a liberdade é física
Secco diz:
também acho que tanto faz
Gustavo Mini diz:
tu pode se tornar um escravo com algemas mais sutis e invisíveis, na verdade. independe da interface.
Secco diz:
sim
Secco diz:
mas a visibilidade é tamanha hoje
Gustavo Mini diz:
eu acho até q a liberdade física da máquina pode levar a mais desequilíbrio se o cara não se controla. é o caso q vcs falaram, do cara q não desliga do smartphone
Secco diz:
exato
Gustavo Mini diz:
mas sou total a favor da mobilidade. gosto de celular e laptop.
Secco diz:
mas eu cheguei àquele cenário depois de ver que a mídia está indo para o UNDER SKIN
Gustavo Mini diz:
acho q é o caminho natural
Secco diz:
pensa no cinema, jornal, tv, celular
Secco diz:
as coisas estão chegando mais perto
Secco diz:
e vão entrar na gente
Secco diz:
é inevitável
Secco diz:
talvez não seja uma visão muito bonita do futuro
Gustavo Mini diz:
pois é. cada vez vai se exigir mais atenção pra não ser levado.
Secco diz:
sim
Gustavo Mini diz:
acho que a melhor maneira de equilibrar isso é enxergar a futilidade de tudo isso em trazer felicidade mais consistente.
Secco diz:
sim
Secco diz:
mas é isso que fazemos como publicitários? acho que não
Gustavo Mini diz:
como publicitários, o que podemos fazer é injetar poucos mililitros de humanidade nos conceitos e nas campanhas.
Gustavo Mini diz:
não humanidade do ponto de vista "humanitário" ou mais "coitado dos consumidores"
Gustavo Mini diz:
humanidade assim
Gustavo Mini diz:
acho que quando eu consigo pensar num anúncio que seja no mínimo inteligente ou que leve o nível do cliente um passo pra cima em termos de criatividade... já é uma colaboração.
Gustavo Mini diz:
é pouco. mas é o que dá pra se fazer.
Gustavo Mini diz:
quando se considera as conexões humanas na rede de trabalho também.
é pouco e é difícil. mas é alguma coisinha.
Gustavo Mini diz:
eu acredito em trabalho de formiguinha. não acredito em revolução.
Nenhum comentário:
Postar um comentário