O amigo e guru de projetos Sandro Cortezia está na Alemanha promovendo o software made in Brazil. Ele nos traz algumas impressões sobre a feira que se encerrou na quinta.
Segue o texto entre aspas.
"Uma primeira percepção comum, que não chega a ser novidade para quem já esteve na CeBIT, mas surpreende quem a está visitando pela primeira vez, é o tamanho da exposição. Sabia-se que a feira era grande, mas apenas a percorrendo como um todo se tem a real idéia do que isso significa. Mais do que uma feira extensa, isso nos deu, a todos, uma dimensão do mercado mundial de TI: é muito grande e diversificado;
Neste cenário, alguns pontos de destacam:
a) a prevalência da língua alemã na Feira, apesar de ser uma feira “internacional”. Muitos estandes tinham sua comunicação apenas em alemão (e não em inglês) como seria de se esperar de uma feira deste porte. Ou seja, ficamos que a percepção que, apesar do grande tamanho, a CeBIT está muito voltada ao mercado alemão;
b) a “não presença”, ao menos em estandes próprios, de grandes empresas norte-americanas como Dell, HP, Apple, Oracle. Por outro lado, marcaram presença, com grandes e bem estruturados estandes, a Microsoft e IBM;
c) a diversidade de nacionalidade dos expositores. Pode-se observar na feira a presença de uma infinidade de países, muitos em estandes coletivos, grandes e bem estruturados. Neste item, confirma-se a baixa presença do Brasil. Apesar de estar entre os 10 maiores mercados de TI do mundo, a presença brasileira na feira é praticamente inexistente. Salvo o estande coletivo da Softex/Softsul (Brazil IT), um estande institucional do Mercosul e outro da Al-Invest, verificou-se apenas a presença da Itautec (num bonito estande) e Perto, atuando fortemente no pavilhão dos Bancos e instituições financeiras. Ou seja, se considerarmos a feira como um termômetro do mercado global de TI, a participação brasileira é totalmente desproporcional ao tamanho de seu mercado de TI."
23 de março de 2007
Report da Cebit com Sandro Cortezia
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